Gente que Empreende: PorQueNão?



Temos uma história bem próxima com o entrevistado de hoje no Gente que Empreende. Vinícius Porto era colega de Juliano no marketing da Eisenbahn, logo depois que vendemos a cervejaria para o Grupo Schin, em 2008 (para quem não sabe, trabalhamos alguns meses para eles após a negociação). 

Depois que saímos, mantivemos contato com Vinícius, e aos poucos ele foi nos revelando seu desejo crescente de empreender. Ele nos visitou várias vezes, e sempre comentava que buscava se inspirar no nosso jeito de desenvolver negócios.

Até que finalmente criou coragem e criou, junto ao sócio Igor Saraiva, a PorQueNão?, uma empresa de Inovação em Serviços e Produtos Digitais, focada em aplicativos para dispositivos móveis. Desde sua fundação, a PorQueNão? já criou alguns apps sensacionais, como o da própria Eisenbahn (clique aqui para conhecê-los). Além disso, a dupla caprichou na decoração e no design do seu escritório em São Paulo, criando um espaço muito inspirador e motivador para sua equipe.













E agora, em outubro, eles concorrem em cinco categorias no Smarties 2014, um concurso global que premia cases inovadores e criativos em marketing móvel. Eles são finalistas na América Latina com os cases “Heineken Delegates”, “Crie Suvinil” (duas categorias) e “DeVry Studio Monitor”, e são os únicos brasileiros na short-list global, também com o case da Suvinil. O futuro promete para essa empresa!

Bom, vamos então à entrevista com Vinícius!

Diário do Queijo - Como surgiu a ideia para este negócio?
Vinícius - A idéia veio em 2010, ao observar o furor causado pela chegada dos smartphones ao mundo digital. Apesar da penetração relativamente baixa no mercado brasileiro - na ocasião, 8% -, absolutamente já era um número relevante, 15 milhões de usuários, e seu crescimento era inevitável. Era uma questão de tempo para que as empresas e suas marcas buscassem usar a plataforma para chegar a consumidores. Nossa visão, porém, era de que, mais que uma ferramenta tradicional de comunicação, essa era uma plataforma que poderia resolver inúmeros problemas na vida real das pessoas, algo com a possibilidade de proporcionar experiências únicas através da prestação de serviços. Diante disso, criamos a PorQueNão?, uma empresa de Inovação em Serviços e Produtos Digitais que visa construir negócios e marcas através da tecnologia digital mobile.





Diário do Queijo - Quais têm sido os maiores desafios para realizar este empreendimento?
Vinícius - O conceito de inovação em produtos e serviços digitais é pouco conhecido no Brasil. Logo, um dos maiores desafios é catequizar clientes. O mundo das marcas ainda é bastante guiado pelo pensamento de “campanha”, proposto pelas agências. Esse pensamento tem valor para comunicação, mas não para a inovação real de produtos e serviços. Diferente de campanhas, que tem uma característica temporária, com a comunicação centrada na marca, a construção de produtos digitais tem característica perene, é centrada nas necessidades humanas e tem foco no longo prazo, por um processo iterativo de melhoria contínua através de investimentos constantes em gestão, inovação e renovação. Diante dessa realidade, um dos primeiros desafios é encontrar clientes dispostos a andar na contra-mão do que vem sendo pregado há anos nos meios tradicionais de comunicação e marketing.

Diário do Queijo - E o que tem sido mais compensador na gestão da empresa?
Vinícius - Sem dúvida, o mais compensador é perceber que, de fato, estamos construindo produtos relevantes, proporcionando experiências únicas para pessoas. Ler avaliações positivas nas App Stores, de como aquele produto mudou a realidade de uma pessoa, tudo isso paga qualquer noite não dormida. Guardamos esses reviews como troféus!



Modernização completa

image

Acaba de chegar à Alimentos Pomerode a nossa nova máquina envasadora de bisnagas, potes e sachês. Com isso, concluímos nossa modernização na linha de queijos fundidos da empresa. Em julho, já havíamos adquirido uma nova máquina para a fabricação dos produtos. 

Com elas, ganhamos produtividade, produzindo mais em menos tempo. Também reduzimos despesas com manutenção (o equipamento anterior era bastante obsoleto e gerava muita manutenção e interrupções na produção). 

Assim, reduzimos as perdas que o equipamento anterior gerava. Havia muito desperdício de matéria-prima e embalagens. 

Já mencionamos algumas vezes aqui no Diário do Queijo que automatizar a produção é uma estratégia que adotamos desde os tempos de Cervejaria Eisenbahn. Máquinas melhores garantem melhor controle do processo de produção, garantindo que seu produto tenha consistência e qualidade sempre.

image

Dica do Empreendedor: Diversifique!

No final do mês de julho, anunciamos aqui no Diário do Queijo que a Laticínios Pomerode, que compramos em agosto do ano passado, passava a se chamar Alimentos Pomerode. A mudança resulta de uma estratégia que criamos tanto para aumentar o faturamento da empresa quanto para expandir nosso horizonte criativo: agora, podemos ir muito além dos derivados de leite!

image

Tal estratégia veio da constatação de que, se contamos com toda uma equipe de vendedores e um esquema de distribuição, por que não oferecer aos nossos clientes uma gama maior de produtos? Assim, em vez de vender, por exemplo, apenas os produtos laticínios já produzidos na Alimentos Pomerode para um determinado ponto de venda, nossos vendedores podem fechar um valor bastante superior oferecendo chocolates, mel e sucos naturais, entre outros.

Bem, estes três citados acima são justamente os primeiros produtos que incorporamos ao nosso portfólio. Dois deles, inclusive, já foram assunto aqui no Diário do Queijo: os sucos 100% naturais da Suco e Só, do Paraná, e as trufas de chocolate Bal-Nègre, desenvolvidas pela Alsace Food Excellence, do empresário blumenauense André Grützmacher. Além disso, estamos revendendo também o mel da empresa MelMandala, de Minas Gerais.

image

image

Todos são produtos dos quais gostamos, um pré-requisito que abordamos no nosso último post no Blog do Empreendedor, do Estadão PME. Os sucos, trufas e méis tem qualidade acima da média, e contam com uma identificação visual que nos agrada. Foram escolhidos a dedo para integrar nossa linha de produtos.

E aí vem nossa Dica do Empreendedor de hoje: sempre procure imaginar outras possibilidades de negócio dentro do seu empreendimento. Crie ou revenda produtos fabricados por outras empresas que tragam sinergia e reduzam despesas. Diversificar é uma ótima estratégia para aumentar o faturamento, e em momentos de crise ou mudanças no mercado, contar com uma ampla série de produtos é um grande trunfo para qualquer empresa, de qualquer tamanho.

A Souza Cruz, por exemplo, não vende apenas cigarros, mas também produtos da Bic (isqueiros) e papel para impressão de cupons fiscais. Assim, eles aproveitam a sua enorme rede de distribuição para vender produtos que estão dentro da lista de compras dos seus clientes, e aumentam o faturamento diluindo as despesas de distribuição. Entregam mais produtos com praticamente as mesmas despesas de distribuição.

Projeto modificado e entregue!

Acabamos de entregar ao Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nosso projeto para fabricar os queijos especiais da Vermont, com as modificações solicitadas. Acreditamos que agora atendemos todas as exigências e que em breve, dentro de uns 30 dias, teremos um parecer favorável aprovando nosso projeto.

Se tudo der certo e recebermos a aprovação, encaminharemos as demais aprovações para construção, Prefeitura Municipal de Pomerode, Bombeiros e Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), além da compra dos equipamentos necessários.

Assim, nossa previsão de iniciar a produção dos queijos Vermont no primeiro semestre de 2015 continua mantida!

Queijos com sotaque francês em SC



Ontem, passamos quase o dia inteiro nas instalações da Queijo Com Sotaque, fábrica de queijos finos instalada no pequeno município de Paulo Lopes, na Grande Florianópolis, há cerca de um ano. Queríamos conhecer o trabalho realizado pela francesa Elizabeth Schober, uma empreendedora que, assim como nós, quer ver o mercado brasileiro de queijos especiais crescer.

Já tínhamos ouvido falar da Queijo Com Sotaque, e conhecemos pessoalmente Elizabeth e seu marido, que é alemão, na última edição da feira SC Gourmet, em Blumenau. Eles já conheciam o Diário do Queijo e também nosso histórico na Cervejaria Eisenbahn.









Elizabeth nos recebeu muito bem em sua fábrica, uma estrutura muito bem montada e limpa, do tamanho que pretendemos fazer em Pomerode. Na Queijo Com Sotaque são produzidos Raclette, Gruyere, Fromage Blanc, Camembert, Saint Paulin e Munster, entre outros – comercializados principalmente em Florianópolis e região.

Ela e o marido compartilham conosco uma visão em relação ao setor de queijos especiais no Brasil, de que precisamos de mais empreendimentos que se dediquem a fazer bons produtos e eduquem o paladar dos brasileiros, da mesma forma que as cervejas especiais vêm fazendo há mais de dez anos aqui. Essa “concorrência” só vai ajudar o mercado a se expandir e conquistar mais e mais consumidores.





Primeira mão

Hoje, o suplemento Paladar, do Estado de São Paulo, publicou uma matéria no jornal impresso e também no blog do caderno sobre nosso projeto de fabricar queijos especiais. Revelamos a eles, em primeira mão, quais serão alguns dos primeiros produtos da Vermont, marca que estamos desenvolvendo dentro da Alimentos Pomerode. Apesar de uma pequena incorreção (nossa fábrica fica em Pomerode, e não em Blumenau), a matéria ficou muito bacana, e ajuda a divulgar nosso trabalho pelo país, algo essencial para nossa estratégia de crescimento.

Quer ler a matéria na íntegra? Só clicar aqui!

image

Não existe produto perfeito

Último post da nossa série falando sobre os 4 pilares dos nossos negócios. Hoje falamos sobre produtos excelentes. E como não há como agradar gregos e troianos. Confira aqui, no nosso post de hoje no Blog do Empreendedor, no Estadão PME. 

Os desafios da Alimentos Pomerode

image

Quando um empreendedor compra uma empresa já constituída, há uma série de situações que ele não consegue enxergar, por mais cauteloso e experiente que ele seja. Há algum tempo queríamos relatar aqui, no Diário do Queijo, alguns desses aspectos em relação à Laticínios Pomerode – agora, Alimentos Pomerode –, que adquirimos no comecinho de agosto do ano passado. Mais precisamente, sobre as dificuldades e desafios que enfrentamos nas áreas comercial e de marketing.

A Laticínios Pomerode foi fundada em 2002, e tinha um marketing ágil, criativo e dinâmico no início. Com o tempo, isso foi parando. As embalagens, marca, site, tudo precisava de resenho. De atualização. Sabíamos, no entanto, que tínhamos produtos fantásticos para trabalhar. Receitas deliciosas e um grande potencial de desenvolvimento. 

As bisnagas, principal produto da empresa, precisavam informar a quem nunca provou o produto o que havia dentro delas. O nome Kraeuterkaese era insuficiente, sendo identificado geralmente por pessoas de mais idade. Quem nunca tinha ouvido falar acabava ficando em dúvida e não comprava o produto.

image

image

Logo que entramos, tiramos alguns produtos de circulação, acreditando que eles não contribuíam o suficiente para as vendas. E, aos poucos, fomos criando produtos novos para recuperar nosso portfólio, como o pack de bisnaga com torradinhas, os novos potinhos de vidro e o Creme de Gorgonzola.

Quase todas as empresas de laticínios oferecem muitos produtos. E isso é muito importante nesse ramo. A Laticínios Pomerode tinha apenas dez produtos. Nossa meta é chegar ao final de 2015 com 50 produtos (produtos e variações de embalagens), saindo inclusive do limite dos laticínios – por isso, mudamos o nome da empresa para Alimentos Pomerode.

image

Vendas
Fizemos pesquisas de mercado, um planejamento de lançamentos de produtos, e passamos a gerenciar de forma mais agressiva o comercial da empresa. Contratamos um vendedor e um supervisor de vendas. Deixamos de trabalhar apenas com representantes.

Tínhamos uma meta de abrir 25 clientes por mês, e de aumentar o faturamento em 100% no primeiro ano. Conseguimos! Mas precisamos de muito mais. Precisamos dobrar o ticket médio por ponto de venda. Expandir nacionalmente. Entrar em Minas gerais e fortalecer nossa presença em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Pontos de venda
Sem muitas ações por parte da empresa, os pontos de venda vão ficando desmotivados. Quando avaliamos a aquisição da Laticínios Pomerode, observamos números, instalações, equipe, histórico, certidões, licenças, etc. Mas o que é quase impossível de avaliar é como os pontos de venda enxergam a empresa. 

Quando assumimos, gastamos muita saliva e tempo para mostrar que tínhamos planos audaciosos, de fazer a empresa se desenvolver muito, lançar novos produtos e, consequentemente, propiciar mais lucros aos pontos de venda. 

Não foi nada fácil, e é claro que a nossa história na Cervejaria Eisenbahn foi usada repetidamente para passar essa confiança. Conseguimos o voto de confiança. E, agora, é mãos a obra: lançar novos produtos, baixar os preços, melhorar o atendimento e trabalhar bastante a exposição dos produtos nos pontos de venda.

Oportunidade para pequenas e médias empresas

Pequenas e médias empresas brasileiras tem até segunda-feira, 1º de setembro, para se inscrever no Prêmio Estadão PME. A iniciativa do Grupo Estado – para o qual colaboramos toda semana com artigos no Blog do Empreendedor – tem como objetivos valorizar as melhores práticas de pequenas e médias empresas e estimular a troca de informações e experiências entre empreendedores de todos os setores da economia.

A premiação é dirigida às pequenas e médias empresas que estejam devidamente constituídas, no mínimo, há um ano, possuam inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e estejam sediadas em território nacional.

São cinco categorias: Negócios Inovadores, Startup de Potencial, Minha História de Sucesso, Sustentabilidade Empresarial e Tecnologia Criativa

Para inscrever seu case, é só preencher este formulário. A inscrição é gratuita!

Design e Inovação: palavrinhas saturadas, porém indispensáveis

No post de hoje do Blog do Empreendedor, no Estadão PME, falamos sobre o Design e Inovação, o terceiro pilar que usamos em nossos negócios. Leia a matéria aqui.