Os desafios da Alimentos Pomerode

image

Quando um empreendedor compra uma empresa já constituída, há uma série de situações que ele não consegue enxergar, por mais cauteloso e experiente que ele seja. Há algum tempo queríamos relatar aqui, no Diário do Queijo, alguns desses aspectos em relação à Laticínios Pomerode – agora, Alimentos Pomerode –, que adquirimos no comecinho de agosto do ano passado. Mais precisamente, sobre as dificuldades e desafios que enfrentamos nas áreas comercial e de marketing.

A Laticínios Pomerode foi fundada em 2002, e tinha um marketing ágil, criativo e dinâmico no início. Com o tempo, isso foi parando. As embalagens, marca, site, tudo precisava de resenho. De atualização. Sabíamos, no entanto, que tínhamos produtos fantásticos para trabalhar. Receitas deliciosas e um grande potencial de desenvolvimento. 

As bisnagas, principal produto da empresa, precisavam informar a quem nunca provou o produto o que havia dentro delas. O nome Kraeuterkaese era insuficiente, sendo identificado geralmente por pessoas de mais idade. Quem nunca tinha ouvido falar acabava ficando em dúvida e não comprava o produto.

image

image

Logo que entramos, tiramos alguns produtos de circulação, acreditando que eles não contribuíam o suficiente para as vendas. E, aos poucos, fomos criando produtos novos para recuperar nosso portfólio, como o pack de bisnaga com torradinhas, os novos potinhos de vidro e o Creme de Gorgonzola.

Quase todas as empresas de laticínios oferecem muitos produtos. E isso é muito importante nesse ramo. A Laticínios Pomerode tinha apenas dez produtos. Nossa meta é chegar ao final de 2015 com 50 produtos (produtos e variações de embalagens), saindo inclusive do limite dos laticínios – por isso, mudamos o nome da empresa para Alimentos Pomerode.

image

Vendas
Fizemos pesquisas de mercado, um planejamento de lançamentos de produtos, e passamos a gerenciar de forma mais agressiva o comercial da empresa. Contratamos um vendedor e um supervisor de vendas. Deixamos de trabalhar apenas com representantes.

Tínhamos uma meta de abrir 25 clientes por mês, e de aumentar o faturamento em 100% no primeiro ano. Conseguimos! Mas precisamos de muito mais. Precisamos dobrar o ticket médio por ponto de venda. Expandir nacionalmente. Entrar em Minas gerais e fortalecer nossa presença em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Pontos de venda
Sem muitas ações por parte da empresa, os pontos de venda vão ficando desmotivados. Quando avaliamos a aquisição da Laticínios Pomerode, observamos números, instalações, equipe, histórico, certidões, licenças, etc. Mas o que é quase impossível de avaliar é como os pontos de venda enxergam a empresa. 

Quando assumimos, gastamos muita saliva e tempo para mostrar que tínhamos planos audaciosos, de fazer a empresa se desenvolver muito, lançar novos produtos e, consequentemente, propiciar mais lucros aos pontos de venda. 

Não foi nada fácil, e é claro que a nossa história na Cervejaria Eisenbahn foi usada repetidamente para passar essa confiança. Conseguimos o voto de confiança. E, agora, é mãos a obra: lançar novos produtos, baixar os preços, melhorar o atendimento e trabalhar bastante a exposição dos produtos nos pontos de venda.

Oportunidade para pequenas e médias empresas

Pequenas e médias empresas brasileiras tem até segunda-feira, 1º de setembro, para se inscrever no Prêmio Estadão PME. A iniciativa do Grupo Estado – para o qual colaboramos toda semana com artigos no Blog do Empreendedor – tem como objetivos valorizar as melhores práticas de pequenas e médias empresas e estimular a troca de informações e experiências entre empreendedores de todos os setores da economia.

A premiação é dirigida às pequenas e médias empresas que estejam devidamente constituídas, no mínimo, há um ano, possuam inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e estejam sediadas em território nacional.

São cinco categorias: Negócios Inovadores, Startup de Potencial, Minha História de Sucesso, Sustentabilidade Empresarial e Tecnologia Criativa

Para inscrever seu case, é só preencher este formulário. A inscrição é gratuita!

Design e Inovação: palavrinhas saturadas, porém indispensáveis

No post de hoje do Blog do Empreendedor, no Estadão PME, falamos sobre o Design e Inovação, o terceiro pilar que usamos em nossos negócios. Leia a matéria aqui.

Com ou sem mofo?

image

Em fevereiro deste ano, entregamos ao Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o projeto da nossa fábrica de queijos. Nosso objetivo inicial era produzir queijos de casca lavada, de mofo branco e também frescos.

Entretanto, após meses de espera pela análise do projeto, recebemos um comunicado de indeferimento, informando a impossibilidade de manipulação ou produção de queijos com mofo no mesmo ambiente dos demais tipos de queijo.

A partir daí, tínhamos duas possibilidades: criar duas linhas de produção independentes de queijos com mofo e sem mofo (o que implicaria em investimentos muito maiores do que o previsto) ou manter o mesmo projeto e alterar apenas a linha de produtos, optando em produzir somente queijos com mofo ou somente queijos sem mofo.

Depois de muita discussão e análises tanto do projeto quanto do mercado, acabamos optando em produzir, inicialmente, apenas queijos de mofo branco, como esses que ilustram esse post.

image

image

Estamos fazendo mais algumas pequenas adequações no projeto para encaminharmos novamente ao SIF nos próximos dias. Assim, pretendemos iniciar a produção dos nossos queijos especiais, finalmente, nos primeiros meses de 2015.

image

image

Você está preparado para fazer relações públicas?

Nosso post de hoje do Blog do Empreendedor, no Estadão PME: Você está preparado para fazer relações públicas? Mais um artigo de uma série sobre os Quatro Pilares do Marketing que usamos em nossos empreendimentos. Leia aqui!

Visita à fazenda

image

Essa semana, visitamos um excelente produtor de leite em Timbó, cidade vizinha a Pomerode. Como estamos reencaminhando nosso projeto ao Serviço de Inspeção Federal (SIF) para atender às modificações solicitadas pelo órgão, é hora de começar a visitar produtores de leite e estreitar os laços. 

Esse relacionamento é fundamental para o nosso negócio. É preciso acompanhar de perto o processo de produção e a qualidade do produto, auxiliando sempre que necessário para a melhora do leite. A baixa qualidade interfere diretamente no resultado final dos produtos que desenvolvemos, no sabor e no aroma - afinal, queijo é leite!

image

image

Quando se fala em qualidade do leite, tecnicamente há dois indicadores principais: 

1) CBT (Contagem Bacteriana Total): a medida em unidades formadoras de colônias por mililitro de leite. Em uma vaca normal, o numero de bactérias formadoras de colônias por militro de leite não ultrapassa de 1.000 no momento em que o leite deixa o úbere. Ou seja, uma vaca sadia produz um leite de muito boa qualidade e com baixa contagem bacteriana. Assim que o leite deixa o ubere e fica em contato com o exterior ela se contamina se não são adotadas medidas de higiene estritas (limpeza das mãos do ordenhador, limpeza dos equipamentos, esfriamento rápido do leite, etc)

2) CCS (Contagem de Células Somáticas): É medida em número de células por mililitro de leite. As células somáticas estão constituídas principalmente por leucócitos (células de defesa do organismo). Em uma vaca normal, se estima que esta contagem deve estar por volta de 100.000. Em vacas infectadas com agentes patogênicos, esses valores são maiores, de até 300.000. 

É comum encontrarmos na nossa região produtores com níveis de CBT acima de 1.500.000 e CCS acima de 1.000.000. Leite com estes níveis de indicadores não são adequados para a produção de queijos, mas essa situação é perfeitamente contornável com a implementação de programas de boas práticas de produção e com um bom acompanhamento técnico. Daí a importância de criar um bom relacionamento com os produtores e acompanhar de perto o processo de produção.

image

image

Você sabe o que é Marketing de Experiência?

"O uniforme dos funcionários. A seleção das músicas que tocam ao fundo – e o volume também! O conhecimento dos vendedores sobre os produtos que oferecem. A decoração única criada para uma loja ou restaurante. Esses são alguns exemplos de Marketing de Experiência" - Saiba mais no nosso post de hoje no Blog do Empreendedor, no Estadão PME.

Gente Que Empreende: Von der Völke

Marca blumenauense de moda masculina criada há dois anos por quatro amigos, a Von der Völke segue em plena expansão. Inspiradas nas belezas de Santa Catarina - da Serra ao Litoral - e na história dos Völke (família holandesa que nos anos 1920 deu início a uma grande aventura ao redor do mundo até aportar no Sul do Brasil), as peças produzidas pela empresa têm conquistado cada vez mais fãs no país, entre anônimos e famosos. Tanto que Bruno Theiss Bonet, Adrian Vogel, Thiago Matesco e Cezar Cim Filho tem planos audaciosos para o futuro - que incluem a criação de lojas-conceito e franquias, além da entrada também no nicho feminino.





Bruno topou participar da nossa seção Gente Que Empreende, e essa semana é ele quem responde nossas perguntas sobre essa vida de empreendedor!

Diário do Queijo - Como surgiu a ideia para este negócio?

Bruno Theiss Bonet - O desejo de empreender e criar uma empresa diferenciada já vinha de alguns anos. Éramos quatro jovens amigos buscando algo novo, novos desafios. Assim que identificamos uma oportunidade decidimos criar a Von der Völke. Foram 18 meses de planejamento até o lançamento. Estamos construindo uma marca e a estratégia é de que nossos diferenciais contribuam e se tornem referência. Nossos pilares de branding são muitos fortes: Holanda e Santa Catarina. Contamos através de nossas peças a história verídica de uma família holandesa, os Völke, que colonizou a Indonésia e, de lá, veio para Santa Catarina curtir a vida. Isso encanta!

Diário do Queijo - Quais têm sido os maiores desafios para realizar este empreendimento?

Bruno - Os desafios são muitos e surgem mais e mais a cada dia. Estamos em franca expansão e o próprio crescimento gera muitos transtornos. Além das dificuldades intrínsecas de qualquer novo negócio, como contratação de mão-de-obra qualificada, abertura de clientes, etc, a moda é dinâmica ao extremo e estar no timing correto durante todo o processo, desde o estudo de tendências até o produto final estar na mão do nosso cliente, é um grande desafio.

Diário do Queijo - E o que tem sido mais compensador na gestão da empresa?

Bruno - Nosso objetivo está sendo alcançado. Ver a marca crescendo, expandindo e sendo reconhecida no competitivo mercado da moda masculina do Brasil tem sido muito compensador. A Von der Völke já é case de estudos em algumas instituições de ensino de moda pelo país, um sinal de que o modelo de gestão é eficiente. Nos emociona e nos enche de orgulho quando vemos algum amigo ou desconhecido, anônimo ou famoso, usando Von der Völke pelas ruas. É muito gratificante ver o resultado de tanto trabalho e dedicação.





Desafios do Crescimento

image

Semana passada, participamos do seminário “Desafios do Crescimento”, promovido pelo Sebrae-SC com o objetivo de apresentar novas temáticas e tendências em gestão para donos de empresas de pequeno porte. Palestramos em Joinville e também aqui em Blumenau, sempre com auditório lotado e um público muito participativo.

Foi um intercâmbio tão legal que, nos dias seguintes, recebemos vários e-mails de pessoas que estiveram na palestra, querendo saber mais ou agradecendo o incentivo e as informações que repassamos ao contar a história que você acompanha aqui no Diário do Queijo desde março do ano passado.

image

image

Em Blumenau, participamos do evento junto ao Leonardo Thiago Muller, da Letuca. Já em Joinville, nosso colega de palco foi Anderson de Andrade, da A2C. Ambos os encontros foram encerrados pelo estudioso de Cultura Digital, Gil Giardelli, com a palestra “Inovação como estratégia competitiva”.

Queremos agradecer ao Sebrae-SC pelo convite. É sempre muito interessante e produtivo participar de encontros assim.

image

image

Você pode enganar o consumidor uma vez (os quatro pilares do marketing que nós adotamos)

Post de hoje do Blog do Empreendedor, no Estadão PME: Você pode enganar o consumidor uma vez (os quatro pilares do marketing que nós adotamos). Confira aqui!